sábado, 19 de janeiro de 2008

A capricorniana pode se fingir de morta, mas nunca está morta!



Tenho o dom da responsabilidade, e isso é o conhecimento exato dos limites do realizável. Posso até ser ambiciosa e geralmente sei onde quero chegar. Mas, sem pressa ou estardalhaço. Acho que sempre sei perceber quais são as regras do jogo de uma situação. Porque sei que a vida é como um jogo: tem regras, tem os participantes e tem a platéia. E tenho certeza que estou entre os poucos que sabem disto muito bem. Sou daquelas que aparenta ser mais velha quando jovem, e mais jovem quando velha. Sou paciente, comedida e resistente. Sou séria no modo de me apresentar, por vezes em me vestir. Sou assim: lacónica, esperta, perspicaz e, na maioria das vezes, com um acentuado senso de humor.

Posso parecer ser mais equilibrada emocionalmente do que realmente sou. Às vezes, meus modos podem convencê-lo de que sou tão firme quanto um rochedo e que nada é capaz de atormentar-me. A verdade é que sempre sou sujeita à muitas crises de mau-humor, embora esteja sempre sorrindo. E estas crises costumam ser bem duradouras. Sim, posso mudar da água pro vinho, ou melhor, do anjo pro diabo, em poucos minutos.

Não tente me vencer pelo cansaço, sei ser teimosa e resistente quando é preciso.

Me expresso através da sensibilidade. Sou uma pessoa de poucas palavras (?).

Amizade pra é uma palavra muito séria. Por isso meus amigos são criteriosamente selecionados e por isso minhas amizades são tão duradouras. Meus amigos são guardados do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, dentro do coração...

Por trás de minha aparência reservada ou ainda desconfiada, se esconde uma afetividade de apego, sensualidade e carinho. Não há porque expor minha vulnerabilidade assim, (se bem que agora está bem exposto!). Mas, na intimidade sou um deleite de envolvimento. Conquisto e sou seduzida no meu próprio ritmo – devagarzinho, conhecendo melhor. Aprofundando os laços de empatia. Tudo se solidifica e se estrutura com o tempo.